E se o seu tipo de sangue for RH Negativo?

 

Normalmente os médicos costumam aconselhar as mulheres que passaram por um aborto cirúrgico, um aborto espontâneo ou um parto a tomar uma injecção de Imunoglobulina Humana Anti-D. Este procedimento é realizado porque se o feto tiver um tipo sanguíneo RH+ e houver contacto com o sangue da mulher, esta pode desenvolver anticorpos no seu sangue que podem afectar o próximo bebé nascido.
Contudo a investigação sobre o aborto medicamentoso precoce e aborto espontâneo no primeiro trimestre (primeiras 12 semanas) tem mostrado que não existe contacto ou muito pouco contacto entre o sangue da mulher e do feto e que a mulher não produz anticorpos suficientes que possam afectar o próximo feto. (62, 107)

 Por isso não aconselhamos uma injecção de Imunoglobulina Humana Anti-D. Contudo se sentir insegura, deve ir ao hospital ou médico logo após ter feito o aborto médico, diga que teve um aborto espontâneo e que o seu tipo sanguíneo é o RH-, o médico poderá decidir se acha que deve ou não dar-lhe a injecção de Imunoglobulina Humana Anti-D, essa decisão vai depender da opinião do médico.

Mais informação:

As evidências científicas de que a administração da Imunoglobulina Humana Anti-D, para sangramentos vaginais de primeiro trimestre, impede a sensibilização da mulher ou o desenvolvimento da doença hemolítica (mesmo que Eristroblastose Fetal) no recém-nascido são mínimas. A prática de administração da Imunoglobulina Humana Anti-D às mulheres com abortos espontâneos de primeiro trimestre é baseada na opinião de peritos e na extrapolação da experiência com hemorragia materno-fetal em gravidezes avançadas. O seu uso para sangramentos no primeiro trimestre não se baseia na evidência. (62, 107)