Poucas pessoas souberam, só o pai e duas amigas. Minhas amigas me apoiaram todo o tempo. O pai não estava nem aí. Ofereceu dinheiro, mas eu não aceitei. Fiz tudo sozinha, em casa, no meu quarto.
Dolorosa e solitária. Muito dolorosa no sentido figurado e literal, pois senti fortes contrações. Pensei que fosse morrer de dor!
Não tinha condições de sustentar uma criança sozinha. Moro com meus pais; ia ser uma grande decepção para eles eu ser mãe solteira. A despesa também iria aumentar, porque agora eles teriam que me ajudar a sustentar meu filho. Já estava separada do pai da criança; tivemos uma recaída, e então engravidei. Foi um erro: um homem frio, insensível e egoísta. Ele foi indiferente em relação à ter um filho; pra ele tanto fazia. Ele queria que eu segurasse tudo sozinha. Disse que ia me ajudar, mas depois sumiu. Passou 15 dias sem me procurar. Foi aí que tive certeza!