Preferi não revelar para minha família. Meu namorado aceitaria qualquer decisão minha. Comprou os medicamentos necessários, mas não quis se envolver com os fatos. Me apoiou por pura responsabilidade, porquê na época não estávamos afetivamente bem. Uma miga me acomponhaou no dia em fiz o aborto. Ela se manteve calma, mas um tanto assustada, creio que ela nunca tenha presenciado nada parecido. Um ano depois, resolvi comentar sobre minha história com minha tia, pela qual tenho um grande carinho. Esta não me criticou, esteve do meu lado mesmo porquê não tinha mais o que se fazer. Há pouco tempo o meu pai soube também por terceiros. Creio que a gravidez tenha o deixado mais bravo do que o próprio aborto. Ele preferiu não tocar neste assunto comigo.
USei a mesma pílula recomenda aqui no site. Usei Misoprostol, ou Cytotec. Mas usei somente este, sem auxílio de outros medicamentos. Num sábado, por volta de 12:00, tomei dois comprimidos e introduzi dois na vagina. Às 16:00 começei a sentir fortes cólicas. Eram dores muitas intensas e eu suava frio. Quase não havia sangramento até então. Tomei um banho e deixai cair água quente na região do útero numa tentativa de minimizar as dores que pareciam cólicas, mas de nada adiantou. Tomei váris comprimidos de Paracetamol, que também pareciam não resolver muito. Então deitei e acabei dormindo por algumas poucas horas. Por volta então das 20:00 me levantei, não me sentia bem, com um anorme mal-estar. As cólicas haviam diminuído. Não conseguia me alimentar. Fui ao banheiro, percebi que o absorventese havia enchido de sangue. Após alguns isntantes, num mmento em que tinha ido ao banheiro novamente, Senti que o feto foi expelido. Eu vi algo quase do tamanho de uma laranja, um pouco menor talvez. Logo depois, o mal-estar que sentia simplemsente desapareceu. Só então consegui me alimentar. Tive sangramento durante umas duas semanas, e sempre com coágulos e pedaços de tecidos. Poucos meses depois, meu ciclo voltou ao normal.
Na época, eu não tinha uma relação estável com meu namorado. E minha família nunca aceitaria uma gravidez minha, que tinha apenas 16 anos. Essers foram os pricipais motivos. Além disso, eu não teria condições para criar um bebê com conforto, e ainda queria terminar de estudar e me formar.
Eu estava sim decidida. Sabia que queria mesmo um aborto. Me sentia irresponsável por ter deixado uma gravidez acontecer e envergonhada por fazer um aborto, mas estava mesmo segura do que eu queria. Hoje não me arrependo, e, mais madura, sei porquê fiz isto e sei defender minhas opiniões e os motivos que me levram à essa decisão., então não me envergonho mais.